Traçar o panorama do ensino da Comunicação em Portugal é o propósito deste artigo. Para tal, problematiza-se o conceito de comunicação e as fronteiras delimitadoras da respectiva área disciplinar. Face a uma concepção mediática da comunicação, reduzida às técnicas de difusão à distância de mensagens e a uma perspectiva de comunicação meramente instrumental (a qual se traduz num ensino de natureza profissionaliz...
Tal como Santo Agostinho acerca do tempo, também podemos dizer da experiência: «se ninguém mo pergunta, sei o que é; mas se quero explicá-lo a quem mo pergunta, não sei.»^ Uma das razões da dificuldade para definir a experiência tem a ver com o facto de tanto o tempo como a experiência serem construções da faculdade de rememoração, de fazerem parte das condições da linguagem e da conseqüente possibilidade de qu...
A festa ocupa um lugar importante na Vida colectiva. A decisão de lhe dedicar este ano os Encontros Interdisciplinares partiu da tomada de consciência do lugar que a festa ocupa, tanto em fun9ão da sua natureza originária como em função da sua lógica, que assegura os processos fundadores da sociabilidade. Como se verá, ao longo desta semana, pelas comunicações que serão apresentadas, a festa é uma experiência q...
A técnica revela hoje de maneira inequívoca a sua natureza paradoxal: é no nosso tempo que a nossa experiência do mundo se toma tanto mais dependente dos objectes técnicos quanto menos nos damos conta da sua presença e do seu funcionamento. É pelo facto de a nossa época ser em grande medida determinada pelo funcionamento, não de utensílios, instrumentos eu máquinas, mas de dispositivos artificiais que a interve...
A questão da violência discursiva estabelece com o tema da guerra, a que estes IX Encontros Interdisciplinares são dedicados, uma relação privilegiada que importa esclarecer. Ao contrário da idéia muito generalizada de que o discurso se opõe à violência, a dar crédito ao aforismo popular «a conversar é que a gente se entende», pretendo mostrar que é no discurso que a violência se fundamenta e se alimenta. Parti...
pp. 301-308 ; Considerar a oposição entre tradição e modemidade é já uma herança modema, uma vez que é em relação ao processo de mptura inaugurado pela modemidade que os ideais em relação aos quais ela se demarca são definidos como tradicionais, tal como é em relação aos ideais da tradição que os projectos de mptura em relação a esses ideais são definidos como modemos. O facto de a modemidade se definir a si p...
pp. 359-365 ; A la fin de la pèriode d'imprevisatien Uturgique, qui a coincide avec le pontificai de Grègofre le Grand (590-604), la chrètientè occidentale cennaissait encere une grande diversitè de pratiques ritueUes. Le rite romain n'était en usage que dans les sept "regiones" eu circenscriptiens ecclèsiastiques de Rome. En Afrique, dans la Pèninsule Ibérique, dans la Caule et dans la Germanie, malgrè l'habi...
pp. 51-76 ; As ciências humanas surgiram de uma vontade positiva de preenchimento do abismo que separa o logos da técnica. Quer se trate das modernas ciências históricas, econômicas ou literárias, quer da psicologia, da antropologia ou da lingüística, deparamo-nos sempre, a partir do momento em que o homem se dá na modernidade, não só como sujeito, mas igualmente como objecto de saber, com a duplicidade do seu...
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