Autor(es):
Fortes, Adriano
; Padaratz, Ivo J.
; Barros, Joaquim A. O.
Data: 2002
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/1822/13120
Origem: RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Desde o final da década de 90, algumas empresas iniciaram a importação de mantas e
laminados de polímero reforçado com fibras (Fiber Reinforced Polymer – FRP), para serem
utilizados como reforço em peças de concreto armado. A técnica consiste na colagem do material
sobre a superfície do concreto, utilizando-se adesivo epóxi. A elevada resistência à tração e à
fadiga, a imunidade à corrosão eletroquímica, o baixo peso especifico e a facilidade de aplicação,
são algumas das características desses materiais compósitos que permitiram a sua rápida penetração
na área do reforço estrutural.
O comportamento dos FRP, quer sob o ponto de vista da ciência dos materiais, quer sob
a perspectiva da engenharia estrutural, tem sido investigado por diversos centros de pesquisas
brasileiros. Geralmente, as investigações fazem uma abordagem experimental e numérica, no
sentido de se compreender o mecanismo do reforço.
Os conhecimentos adquiridos por intermédio das investigações têm ficado restritos,
preponderantemente, ao meio acadêmico. No Brasil, ainda não existe uma Norma, especifica sobre
o tema, que possa orientar os profissionais na prática de projeto e de execução de reforço com FRP.
Sendo assim, os engenheiros têm utilizado as recomendações dos fabricantes e o Código do ACI -
Committee 440. Os manuais dos fabricantes e os códigos têm sofrido modificações constantes, na
tentativa de acompanhar o avanço do conhecimento.
A maioria dos reforços executados no país tem como objetivo aumentar a capacidade
resistente aos esforços de flexão dos elementos estruturais dos quais se destacam as vigas e as lajes.
Nesse trabalho, pretende-se discutir as recomendações para o reforço à flexão que constam do ACI
440, efetuando-se uma comparação entre resultados experimentais e resultados obtidos com o
referido Código. A partir da discussão dos resultados são feitas algumas considerações sobre o
estado atual do conhecimento da área em analise.