Autor(es):
Rosa, Fernanda
; Crespo, Maria Virgínia
; Ribeiro, A. P.
Data: 2010
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.15/311
Origem: Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém
Assunto(s): Coprologia; Eliminação parasitária; Bovinos; Guiné-Bissau
Descrição
Apresentação em Painel Realizaram-se análises coprológicas, qualitativas e quantitativas, a 128 amostras de fezes de bovinos colhidas em dois períodos, Abril de 2009 (28 amostras) e Novembro de 2009 (100 amostras), de forma a avaliar o tipo e o grau de parasitismo em bovinos das povoações próximas de colecções de água, onde se realizou a pesquisa de moluscos HI de trematódeos. Utilizaram-se as técnicas de Willis, McMaster e de sedimentação espontânea (métodos rápido e lento).
A prevalência global de eliminação parasitária em fezes de bovinos foi de 85,94%, tendo prevalecido os ovos de EGI (76,56%).
Identificaram-se ovos de Moniezia benedeni (3,91%), Dicrocoelium hospes (3,13%), Fasciola gigantica (2,34%), Schistosoma bovis (1,56%), Ascaridiidae (1,56%), Strongyloides sp. (5,47%), EGI (76,56%), Nematodirus sp. (0,78%), Dictyocaulus sp. (0,78%) e oocistos de Eimeria spp. (25,00%). Observaram-se ainda ovos de paranfistomatídeos, cujo estudo está em curso.
Com excepção dos ovos de EGI e de oocistos de Eimeria sp., que sofreram um acréscimo no final do período húmido (Novembro), todas as outras formas de eliminação sofreram um decréscimo, em muitos casos superior a 50,00%. Por outro lado, as larvas de primeiro estado (L1) de Dictyocaulus sp. apenas foram evidenciadas no período seco (Abril) e os ovos de ascarídeos somente no período húmido.
As infecções ligeiras (95,50%) predominaram no período seco, enquanto as infecções de maior gravidade (56,41%) prevaleceram no período húmido.
Os valores da prevalência, diversidade parasitária e co-infecções permitiram identificar a região de maior risco de infecção, onde os animais facilmente contaminam o meio ambiente, e se infectam ou reinfectam.