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Como se nasce na região centro : análise dos partos nos hospitais do SNS

Autor(es): Ribeiro, Ana Vanessa Fernandes e Gonzalez Rosete Tomás. cv logo 1

Data: 2012

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10316/20154

Origem: Estudo Geral - Universidade de Coimbra

Assunto(s): Partos; Hospitais; Região centro; Cesariana; Epidural; Qualidade em saúde


Descrição
O presente trabalho tem por finalidade a caracterização do panorama dos partos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde da região centro. A relevância do estudo decorre do facto de (i) por uma lado, ser consensual que cuidados de saúde adequados prestados à grávida e ao recém-nascido diminuem a mortalidade e morbilidade materno-fetal e (ii) por outro lado, do reconhecimento de que é cada vez mais importante monitorizar os cuidados de saúde e compará-los entre diferentes hospitais, numa estratégia de benchmarking, como forma de promover a qualidade e também como ferramenta de gestão. A avaliação da qualidade dos cuidados prestados, visando a melhoria contínua e o aumento da efectividade dos mesmos, constitui uma finalidade dos sistemas de saúde modernos. Acresce que os partos representam uma fatia considerável dos internamentos nos hospitais do SNS. A fonte de informação é a base de dados dos resumos de alta dos anos de 2009 e 2010, cedida pela ARSC. São objecto do estudo a totalidade dos episódios pertencentes aos grupos de diagnóstico homogéneos relativos ao parto dos hospitais do SNS da região centro, num total de 28.310 episódios. Analisam-se aspectos seleccionados, relacionados com o parto, cabendo destacar: o tipo de parto, a taxa de cesariana, a duração do internamento, a residência de origem das utentes assistidas, a taxa de utilização da analgesia epidural, os motivos que conduziram à realização de cesariana e as taxas de partos com complicações. Em 2009 e 2010, nos hospitais do SNS da região centro, a taxa de cesarianas é de 31,5%, variando entre 36,6% (hospital da Guarda) e 24,3% (hospital de Castelo Branco). Os hospitais apresentam diferentes motivos para a realização de cesariana. Verifica-se que a taxa de cesarianas aumenta no mesmo sentido do grupo etário, registando-se entre as mães mais jovens a mais baixa taxa de cesariana. A mulher grávida nem sempre dá à luz no hospital da sua área de residência, sendo as maternidades do distrito de Coimbra que mais partos realizam a parturientes de outros distritos. A duração média de um internamento por cesariana é de 4,5+1,1 dias, e de 3,2+1 dias se o parto foi por via vaginal. Assinalam-se contudo algumas diferenças entre os hospitais. As diferenças mais significativas entre os hospitais são, no entanto, relativas à prática da analgesia epidural. Note-se que em dois hospitais da região centro o recurso a este método praticamente não tem expressão, chegando a ser de apenas 2,8% sobre o total dos partos vaginais. Dissertação de mestrado em Gestão e Economia da Saúde, apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Tipo de Documento Dissertação de Mestrado
Idioma Português
Orientador(es) Frederico, Manuela
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